Área indígena tem aproximadamente 20 mil hectares de reserva florestal.
Bombeiros, brigadista

s e aeronave atuaram no combate ao incêndio.

O incêndio que atingia a região da Aldeia Formoso, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, foi controlado após destruir mais de 4 mil hectares de reserva florestal. O Corpo de Bombeiros anunciou nesta terça-feira (9) que as chamas foram controladas, no entanto, os militares devem continuar na terra indígena para eliminar qualquer possibilidade de novos focos de incêndio.

Segundo os bombeiros, o incêndio começou há aproximadamente 30 dias na reserva indígena, a 80 km de Tangará da Serra. O Batalhão de Emergências Especiais (BEA) estima que pouco mais de 4 mil hectares, de um total de 20 mil hectares da aldeia, tenham sido queimados.

Um avião do Corpo de Bombeiros, com capacidade de resposta de 3,1 mil litros de água, mais um veículo ARF (Auto Rápido Florestal) que comporta 700 litros de água, auxiliaram os oito bombeiros e 18 brigadistas indígenas no combate ao fogo, que chegou a 20 km de extensão.

Conforme o tenente do BEA, tenente-coronel Paulo Barroso, foi necessário fazer um aceiro de 9 km para que as chamas não se espalhassem ainda mais.

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A aldeia fica num local de difícil acesso dificultou o trabalho, segundo os bombeiros. Além disso, o vento forte na região ajudou a propagar as chamas. De acordo com os bombeiros, um drone foi utilizado para monitoramento das áreas queimadas.

Durante o incêndio, os canos de abastecimento de água da aldeia foram derretidos pelo fogo e prejudicou a vida dos indígenas. As causas do incêndio, que já prejudicou a comunidade dos índios Pareci, ainda são desconhecidas. Uma perícia deverá apontar os motivos.

Crime
Utilizar fogo para limpeza e manejo nas áreas rurais é crime passível de seis meses a quatro anos de prisão, com autuações que podem variar entre R$ 1 mil (pastagem e agricultura) a R$ 75 mil por hectares (em área de preservação permanente – APP).

O período proibitivo para queimadas na área rural teve início no dia 15 de julho e segue até 15 de setembro, podendo ser prorrogado devido às condições climáticas.

Fonte: G1 Natureza

Tamara leitte

Autor Tamara leitte

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